21 Jul
Agência Brasileira de Inteligência afirma que não há possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas

Mais um órgão do governo veio à público defender a segurança das urnas eletrônicas no processo eleitoral. Agora, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), se manifesta favorável ao equipamento no pleito, uma vez que o presidente da República, Jair Bolsonaro, critica a utilização e coloca em dúvida a lisura do processo. Além da Abin, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) também já haviam manifestado apoio às urnas eletrônicas.

A saída em defesa do atual processo eleitoral é uma manifestação após o encontro promovido por Bolsonaro, que reuniu embaixadores de diversos países na segunda-feira, 18, no intuito de colocar em xeque a eficiência do equipamento eletrônico utilizado há 26 anos e que elegeu Bolsonaro e todos seus filhos que ocupam cargos políticos.

Em nota, a União dos Profissionais de Inteligência de Estado, Intelis, disse que os profissionais de Inteligência de Estado têm prestado apoio técnico especializado à Justiça Eleitoral no fornecimento e implementação de sistemas e dispositivos criptográficos, "que contribuem para a autenticidade, confidencialidade e inviolabilidade dos programas e dados das urnas utilizadas no País".

Após o encontro de Bolsonaro com os embaixadores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veio à público rebater as alegações feitas pelo presidente da República. Associações de delegados e peritos da Polícia Federal também contrariaram as bravatas do presidente, saindo em defesa das urnas. Houve reação de diferentes áreas do Ministério Público. Procuradores dos Direitos do Cidadão em todo o país apresentaram uma notícia de ilícito eleitoral contra o presidente.

Além disso, um grupo de mais de 30 subprocuradores-gerais da República também se pronunciaram sobre a investida do presidente, ressaltando que Bolsonaro não tem o direito de "desacreditar ou de atacar impunemente as instituições" e lembraram que é crime de responsabilidade "utilizar o poder federal para impedir a livre execução da lei eleitoral". 


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