25 Feb

As investigações acerca da morte da rocassalense, Angélica Tonini apontam que o crime teria ocorrido em razão da jovem não devolver a quantia de R$ 15 mil. O dinheiro, segundo a Polícia Civil teria sido entregue a ela pelo homem, que pediu para que a vítima guardasse. 

Os detalhes da investigação foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 25, em coletiva de imprensa. Participaram do ato, os delegados Dinarte Marshall e Shana Luft Hartz, em Arroio do Meio. Segundo a confissão do autor, ele conheceu a vítima por meio do companheiro dela, Thiago. Eles são colegas de trabalho. 

A polícia informou que o dinheiro foi entregue à Angélica na quinta-feira, 27 de janeiro e teria de ser devolvido no sábado seguinte. No entanto, quando o criminoso pediu a quantia, oriunda de forma ilícita, a jovem disse que não poderia devolver. Ainda não se sabe o destino do valor.  No entanto, as investigações mostram que essa teria sido a motivação do crime. 

O criminoso, que confessou ter assassinado a jovem, já tinha várias passagens pela polícia e nove condenações. Em depoimento, ele tentou se esquivar das acusações, porém, as provas apresentadas fizeram com que ele confessasse tudo. De acordo com o depoimento, suspeito reside em Arroio do Meio há cerca de dois anos. Há seis meses, ele passou a usar drogas, inclusive com Angélica.  

O delegado disse ainda que o criminoso entrou em desespero quando soube que Angélica não devolveria o dinheiro, pois teria de “prestar contas desse dinheiro”, disse Marshall. Para conversar sobre o valor dado à vítima, o homem teria chamado para conversar e ali teria decidido matá-la, após consumirem drogas juntos.

O assassinato 

Durante depoimento, o autor do crime contou como matou Angélica.  Após dar um golpe na cabeça da vítima, o homem a asfixiou, e depois arrastou o corpo para o matagal quando ela ainda respirava. Na sequência, deu mais golpes na cabeça. Os laudos periciais confirmam a versão do criminoso. 

Após, o homem saiu pela parte dos fundos do parque, subiu por ruas secundárias atrás da Corsan, caminhou em algumas ruas, entrou numa lancheira pediu uma água, fumou um cigarro e depois de algum tempo foi para casa. No outro dia ele vendeu o aparelho celular roubado.

Foto: Portal Agora no Vale / Divulgação

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