07 Feb

As constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica nos municípios do Vale do Taquari, e a demora para solucionar os problemas, principalmente nas comunidades interioranas, fez com que o Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), se posicionasse fortemente contra a concessionário de energia elétrica RGE. De acordo com a presidência do órgão, caso não ocorram mudanças no atendimento e celeridade na solução dos problemas, a entidade irá pedir a saída da empresa na região. 

Segundo o presidente do Codevat, Luciano Moresco, em entrevista à Rádio Independente de Lajeado, nesta segunda-feira, 7 de fevereiro, a decisão é baseada na péssima qualidade dos serviços. Ele afirmou que se a RGE não conseguir atender, minimamente, às demandas da população regional, que outra cooperativa, capaz de fazer o serviço, assuma o controle das operações. 

Casos como o da produtora de leite Aline Lohmann, moradora do interior de Colinas, que foi até a sede da empresa, em Lajeado, e jogou leite azedo como forma de protesto e da falta de luz que durou mais de uma semana em Muçum, além de tantos outros episódios, mobilizam representantes do Vale para cobrar uma posição da RGE. Em janeiro, uma reunião em Porto Alegre, como representantes do Ministério Público do RS, autoridades do Vale do Taquari e da concessionária de energia elétrica debateram sobre a necessidade de melhoria nos serviços. Um plano de ação deve ser apresentado no dia 21 de fevereiro, em nova reunião promovida pela Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), que deve apresentar um levantamento dos principais problemas enfrentados pelos municípios em relação à falta de energia elétrica, assim como a RGE.

Segundo Moresco, há muita expectativa para ver qual será o posicionamento da empresa na tentativa de solucionar os problemas. A ideia é de que na próxima reunião seja formalizado um compromisso documentado. “Talvez um TAC, que é o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para que se estabeleça obras, prazos e, em caso de não cumprimento das obras e prazos especificados, que se aplique punições”, explica. “É absurda a diferença de tratamento que recebe um consumidor das cooperativas de eletrificação em relação aos atendidos pela RGE”, comenta. 

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