18 Jan

Um idoso ficou ferido após um desentendimento provocado pelo alto volume do som automotivo junto à Praia do Picão, no bairro Porto 15, em Encantado.. O fato ocorreu na tarde de sábado, 15, porém, a ocorrência só foi registrada na segunda-feira, 17, junto à Delegacia de Polícia. De acordo com as informações, o desentendimento teria iniciado, no momento em que uma família pediu a um grupo de jovens que baixassem o volume do som.

Foi então que os ânimos afloraram, dando início a uma briga. Segundo a ocorrência, um jovem de 23 anos, teria dado um soco com um cascalho no idoso. Na tentativa de defender o pai, outo homem também foi agredido com socos. 

Segundo o delegado Alex Assmann, um termo circunstanciado foi aberto e o acusado das agressões deve responder por lesão corporal.

Em Muçum, discussão acalorada sobre som automotivo nas redes sociais

Na segunda-feira, 17, uma discussão sobre o assunto tomou conta das redes sociais em Muçum. Em uma publicação no Facebook, Valesca Pasqualetto, que também é presidente do Conselho Municipal do Turismo, questionou a comunidade sobre a presença de carros de som automotivo nas praias junto ao rio Taquari na cidade. Segundo ela, durante o final de semana, diversos veículos estavam nos balneários com a sonorização que, ultrapassava os limites do bom senso. Em seu comentário, Valesca afirma que as atitudes dos envolvidos eram um desrespeito com quem se desloca até o local para passar momentos de tranquilidade e lazer.

Pouco tempo depois, além de mensagens de apoio ao seu posicionamento, uma enxurrada de críticas de jovens, entre eles, alguns pertencentes a um grupo que realiza a prática de som automotivo, intitulada equipe "Tchau pra quem namora", foi direcionada na postagem de Valesca. Na maior parte dos comentários, os jovens defendiam a permanência no local. 

Segundo eles, há um ano, o grupo espera do Poder Público, um espaço para a prática da atividade. A crítica, também foi direcionada ao prefeito Mateus Trojan. Em diversos comentários na publicação, os jovens falam de promessas eleitorais durante a campanha de 2020 quando, o atual prefeito, então candidato, havia sinalizado sobre a possibilidade de conseguir uma área de terra para a prática de som automotivo. "Nas eleições pra prefeito e vice-prefeito eles pediram voto de cada um de nós que colocamos som no rio ou em qualquer outro lugar impróprio, mas com a proposta que iriam arrumar um espaço pra gente pode curtir nosso som no volume que a gente quisesse, mas até então ninguém mais comentou sobre o nosso espaço e daí o povo fica criticando como se nós fosse os errados !? Agora eu me pergunto cadê o nosso espaço ??", questiona Marcos Araújo.

A polêmica não parou por aí e rendeu centenas de posicionamentos na rede social Facebook. Informações extraoficiais dão conta de que no próximo final de semana, o grupo deverá realizar um evento de som automotivo no local.

Prefeito se manifesta através de nota

Procurado pela reportagem do Acontece no Vale, o prefeito de Muçum, Mateus Trojan, encaminhou nota falando sobre a situação do som automotivo na cidade. Segundo o gestor, em decorrência da legislação federal vigente, a prática é proibida em área urbana e perímetro de convivência, impondo limites de decibéis para utilização. "É uma questão que foge da alçada municipal", revela.

Indagado sobre projetos referentes à categoria de som automotivo, Trojan disse que o município é parceiro para encontrar uma solução definitiva ao entrave. No entanto, para que isso ocorra legalmente, é necessário que haja uma associação, regularizada. "De qualquer forma, sempre estivemos dispostos a encontrar uma área para essa prática. Sou parceiro e gostaria muito de ajudar esse público", revela.

Sobre os apontamentos realizados em comentários na postagem de Valesca em uma rede social, Trojan nega qualquer promessa feita durante a campanha eleitoral sobre o assunto. "Porém, acredito que devemos ser francos, pois inexiste promessa não cumprida. Sempre fomos transparentes e colocamos que, para se conseguir um local, é necessário que seja formada uma associação, regularizada", afirma. "Se não for desta forma, não temos como fazer e esta é exatamente a posição que foi passada desde o início das tratativas com os interessados. Não podemos ser cobrados por uma coisa que não prometemos, sendo que nosso posicionamento sempre foi claro, desde o início, quando procurados para prestar esse apoio. Garantimos que, a partir do momento em que existir essa associação, reitero regularizada, estaremos ajudando", finaliza.

Foto: Redes Sociais

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