23 Feb

A atualização do sistema de monitoramento do novo coronavírus no Vale do Taquari mostra que o número de novos casos e óbitos reduziu na última semana. Já as internações apresentaram aumento significativo na região, conforme apontam os dados apresentados pelo Gabinete de Crise do Governo do Rio Grande do Sul. Com isso, a região permanece em alerta, assim como as demais áreas que integram o Sistema 3As de Monitoramento. 

De acordo com o governo, a decisão saiu na terça-feira, 22, após reunião. Segundo os dados apresentados, há redução na velocidade do avanço da doença no Rio Grande do Sul. No entanto, os índices ainda permanecem muito altos, podendo ocasionar novo aumento nos próximos dias. A preocupação é de que com o aumento de circulação das pessoas em decorrência do carnaval e volta às aulas, a tendência pode voltar aumentar. 

Segundo o governo, a expectativa é de que os alertas devam ser mantidos pelas próximas duas semanas, com o intuito de analisar os impactos causados pelas festividades do carnaval e, consequentemente, o aumento da circulação de pessoas. “A menor repercussão em relação à ocupação de leitos e a óbitos, comparados ao aumento expressivo de casos confirmados neste ano, está diretamente ligada ao avanço da vacinação do Estado. A população e os gestores precisam estar engajados para que todos completem seus esquemas vacinais, evitando o agravamento da doença e também diminuindo a carga viral no caso de contágio”, afirmou o governador Eduardo Leite durante a reunião. 

No Vale do Taquari, o levantamento mostra que na comparação com os dados desta semana para a anterior houve redução de 24% no número de novos casos e 63,6% nos óbitos. Já as internações hospitalares, houve aumento de 27,3% na comparação com os dados da semana passada. 

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ficou abaixo dos 50%. Dos 55 espaços disponibilizados, 26 estão ocupados atualmente, o que representa 47,3% do total. 

Pelo menos 75% da população regional já está com o esquema vacinal completo, ou seja, com as duas doses. 

Desde o início da pandemia, 68.476 pessoas já foram infectadas pelo coronavírus. Desse total, 960 não resistiram às complicações da doença.

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