08 Feb

As investigações sobre a morte do pequeno João Vicente Luz de Vargas, de apenas três anos, ocorrida na quinta-feira, 3 de fevereiro, em Taquari, querem saber agora se a mãe da criança sabia de possíveis agressões sofridas dias antes do crime. De acordo com as informações do Instituto Geral de Perícias (IGP), durante o trabalho de necropsia, as equipes encontraram diversas lesões no corpo da vítima, que teriam sido provocadas antes de sua morte. 

A apuração segue nesta linha, após o padrasto ter confirmado que agrediu João Vicente no dia do crime. A investigação é coordenada interinamente pelo delegado Dinarte Marshall, que responde pela Delegacia de Polícia (DP) de Taquari. Segundo Marshall, serão ouvidos familiares, a mãe e uma babá com quem o menino ficou por alguns dias. O resultado final da perícia ainda é aguardado, mas uma análise preliminar forneceu informações importantes para a investigação. “Havia muitas marcas de agressões anteriores as da data do óbito. Ou seja a criança vinha sendo agredida. O perito me relatou que eram várias marcas, inclusive nas pernas ele tinha marcas de quem tinha apanhado com algum objeto”, confirma.

Em depoimento, a mãe da criança disse à polícia que o menino estava sendo cuidado pelo padrasto há poucos dias. Anteriormente, a criança recebia cuidados de uma babá. Agora, com base nas informações, os investigadores buscam entender porque ocorreu essa mudança na rotina do menino. 

Se for confirmado que a mãe sabia das agressões e agiu para encobrir as ações do companheiro, ela pode responder até mesmo pelo homicídio. Outra possibilidade é o indiciamento por negligência.

Relembre o caso

João Vicente Luz de Vargas chegou por volta das 18h50min de quinta-feira, 3 de fevereiro, já sem vida ao Hospital São José, em Taquari. De acordo com as informações, a equipe médica que atendeu a criança apresentava múltiplas lesões face, orelha esquerda, abdômen, pelve, membros inferiores e superiores. 

A Brigada Militar realizou buscas e localizou o suspeito das supostas agressões, um jovem de 25 anos, companheiro da mãe do menino. Durante a abordagem, o rapaz estava na casa de familiares. Segundo a polícia, o homem possui antecedentes criminais por porte ilegal de arma, lesão corporal e injúria. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado e enquadrado por homicídio doloso.  


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