12 Aug

Em dois meses, no pior momento da pandemia, militares ligados ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), receberam mais de R$ 1 milhão de reais em salários e outros benefícios, conforme levantamento feito no Portal da Transparência. Entre os beneficiados com os valores está o candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, o general Walter Braga Netto.

De acordo com o levantamento, ele recebeu em dois meses R$ 926 mil. Desse total, só de férias foram R$ 120 mil em um único mês. Além de Braga Netto, estão na lista o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, e o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque. Os valores, pagos durante o pior momento da pandemia, quando hospitais lutavam para comprar oxigênio aos pacientes está sendo apontado pelo Ministério Público como uma afronta aos princípios da administração pública, mesmo que estejam respaldados legalmente.

Para tentar barrar os pagamentos, o órgão acionou o Tribunal de Contas da União, já que este é responsável em fiscalizar a aplicação de recursos do governo federal.

Para se ter noção da quantidade de valor paga, o candidato a vice-presidente na chapa Bolsonaro recebe um salário mensal bruto de R$ 31 mil como general da reserva do Exército, mas recebeu um montante de R$ 926 mil em março e junho de 2020, somados, sem abatimento do teto constitucional. 

Já o ex-ministro Bento Albuquerque, almirante de esquadra reformado da Marinha, teve R$ 1 milhão em ganhos brutos em maio e junho somados, enquanto o salário habitual do ex-ministro é de R$ 35 mil por mês como militar. Luiz Eduardo Ramos, por sua vez, recebeu um montante de R$ 731,9 mil em julho, agosto e setembro de 2020, também somados, apesar de ganhar um salário de R$ 35 mil por mês em períodos "normais" como general.

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