17 Jun

Mais de cinco mil itens, entre comprimidos, pomadas, xaropes, entre outros, que já estavam vencidos ou sem utilização, foram recolhidos em Vespasiano Corrêa. A ação, coordenada pelos servidores da farmácia municipal contou com a participação das agentes comunitárias de saúde e mobilizou a população sobre a importância do descarte correto e do uso racional de medicamentos.

De acordo com a coordenadora do projeto, a farmacêutica Juliana Cuciolli, o trabalho teve início após visitas às residências de pacientes, onde constatou-se um grande número de medicamentos contínuos guardados, muitas vezes, com data de validade já ultrapassada. Para contornar a situação, a equipe elaborou um folder, orientando sobre a importância do cuidado com o uso das medicações.

Conforme Juliana, após formatar o material de orientação, ocorreu a capacitação das agentes comunitárias sobre os procedimentos a serem adotados a partir das visitas domiciliares, realizadas mensalmente nas residências dos vespasianenses. “Orientamos nossas ACS sobre a importância do cuidado com a data de validade das medicações, o correto descarte dos medicamentos e outras informações pertinentes para mantermos o uso racional dos itens”, explica.

Após as primeiras visitas, já foi possível ver os primeiros resultados da conscientização da população vespasianense. Uma caixa de vidro foi instalada na recepção da Unidade Básica de Saúde (UBS) São Luiz, para o descarte correto dos medicamentos que foram recolhidos nas casas. Segundo Juliana, a maior parte deles estavam em más condições de armazenamento e com data de validade expirada. “Mantê-los nas casas, poderia, certamente, resultar em danos à saúde de quem os utilizaria. O objetivo da caixa foi justamente impactar a população da quantidade de medicamentos armazenados sem necessidade, visto que muitas vezes os usuários retiram as medicações e estocam em suas casas”, revela.

Além do trabalho em parceria com as agentes comunitárias de saúde, o projeto contou com o apoio da estagiária Eduarda Gavineski, que trabalha na farmácia municipal. “O objetivo desse trabalho foi alertar a população quanto aos riscos à saúde causados pela automedicação, pois, o mau hábito de acumular medicamentos em casa pode acarretar problemas mais graves como intoxicação e morte”, alerta a farmacêutica Juliana.

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