09 Dec

Por Ranieri Moriggi - Jornalista


Desperdício de água – I 

Estive em Muçum no final de semana e, durante minha caminhada até o bairro Fátima, presenciei uma cena lamentável: uma senhora lavando, além da calçada em frente a sua casa, a rua e o asfalto. Além de me indignar com a atitude egoísta, fiquei impressionado com o tempo que ela praticou tal ato. Foram mais de 30 minutos lavando o que não precisava ser lavado. 

Desperdício de água – II 

Como eu sei que foram cerca de 30 minutos? É simples! Na ida até o bairro, eu já havia presenciado a cena. Na volta, a moradora ainda estava com a mangueira de água em punho e seguia esbanjando o bem mais precioso que ainda temos. E não é só ali que essas barbaridades ocorrem. Há em todos os bairros da cidade! E não há punição para tal ação.

Desperdício de água – III 

Uma ideia adotada em Anta Gorda (e que está na edição virtual de hoje do Acontece no Vale), é a criação de um decreto que proíbe esse tipo de atitude egoísta e burra. Lá na cidade, (que não tem nada de "anta"), quem for pego lavando carro, calçadas, molhando a grama com água potável, vai levar uma multa de R$ 774. Que mais prefeitos tenham essa coragem e mostrem ao povo que desperdício, além de ser crime é burrice! 

Vespasiano Corrêa

Em breve, o prefeito Tiago Manoel Michelon (PL) vai anunciar boas notícias em investimentos e obras de pavimentação asfáltica. Ainda não tenho muitos detalhes sobre o que será e qual local receberá a novidade. Só sei que passa de R$ 1 milhão. Aguardemos... 

Padre em Muçum - I 

Mais uma semana em que fieis vão às redes sociais para reclamar da postura do atual pároco de Muçum. Dessa vez, o religioso teria se negado a rezar a tradicional missa de final de ano na capela de Santo Expedito e, ainda por cima, proibido de qualquer outro padre vir em seu lugar rezar. Informações de que o bispo foi comunicado, questionado e, sem novidade alguma, não respondeu às reivindicações do povo de Muçum. 

Padre em Muçum – II 

Às vezes, olhando de fora, parece que a paróquia de Muçum só serve para recolher o dízimo, ofertas e enviar boa parte do dinheiro para bancar os caprichos de quem reside lá na Mitra Diocesana, em Santa Cruz do Sul. Além de não darem uma resposta ao povo, quando se manifestam, em raras ocasiões, empurram as responsabilidades para um e outro. Mas, nunca resolvem a situação. Isso já se arrasta há quase uma década. Não é por falta de mobilização comunitária. Prefeito, autoridades, fieis já foram à Santa Cruz do Sul para tratar do assunto e nunca tiveram uma solução em definitivo. Enquanto isso, o povo deixa de participar e a igreja (templo), muito em breve, só servirá para receber turistas. Nada mais. 

CTG Sentinela da Tradição - I 

O atual patrão da entidade, Claudimiro Mulinari, o Miro, foi reconduzido ao cargo para mais uma gestão. Durante a confraternização entre os associados, Miro foi direto ao ponto e desabafou sobre a situação em que o CTG se encontra. Infelizmente, a falta de apoio, e nem falo da questão financeira, para incentivar crianças, jovens e adultos a frequentarem o espaço, durante anos foi constante. E isso, reflete nos dias de hoje. Galpão vazio.

CTG Sentinela da Tradição – II 

Lembro-me muito bem, o quão forte e representativo o CTG era lá nos anos 2000, quando eu integrava as invernadas. Chegávamos nos rodeios e todos os outros grupos “tremiam na base” e paravam para ver o “Sentinela” no tablado. Saíamos sempre com prêmios para os grupos de dança e para os individuais. Hoje, nem concorrentes individuais temos participando. Ok, estamos em plena pandemia! Mas a situação vem de antes. 

CTG Sentinela da Tradição – III 

E não adianta só colocar a gurizada pra dançar, cantar, tocar, declamar e por aí vai na Semana Farroupilha em Muçum! Temos que incentivá-los a ir para rodeios. Concorrer! Mostrar seu talento e a força que o Sentinela da Tradição tem (mesmo que muitos duvidem disso). É preciso que a comunidade e o Poder Público abracem essa entidade com mais de meio século de história. O tradicionalismo agradece. 

Carnaval e Pandemia

Vejo muita gente, e nem falo de Muçum, mas sim, em âmbito geral, criticando e reclamando sobre a possível realização do Carnaval ano que vem. Estão no direito. Ponto. Mas o que mais me estranha é que não se vê essa mesma indignação quando mais de 60 mil pessoas se amontoam dentro de um estádio de futebol, sem máscaras, para ver uma partida ou as praias empanturradas de gente, shows e por aí vai. Logo, saberemos que o novo culpado pelo aumento de casos (caso ocorra, como autoridades em saúde alertam), será a festa do Rei Momo.

Diárias próximas a R$ 30 mil na Câmara em Muçum

De janeiro até esta quinta-feira, 9 de dezembro, a Câmara de Vereadores já gastou R$ 28.185,45 em diárias, pagas a quatro vereadores, contador, assessora jurídica e secretária. Desse total, somente presidente da Câmara e Contador, juntos, receberam R$ 21.014,39, o que representa quase 75% de todas as diárias pagas. O ano não acabou ainda. Será que chegaremos aos R$ 30 mil? A relação dos gastos pode ser conferida acessando o Portal da Transparência.

Pra finalizar... 

Parabéns à Administração Municipal pela pintura das faixas, cordões e sinais no asfalto da área central de Muçum. Espero que esse trabalho se estenda ao bairro Fátima e demais regiões, com a colocação de tachões, principalmente, para definir onde é pista de carros e onde o pessoal que caminha diariamente pode passar. Até semana que vem!

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