26 Aug
Ideias & Opiniões - 26 de agosto de 2021

Olá, amigo leitor! Hoje publico a primeira coluna intitulada “Ideias & Opiniões”. Um espaço onde colocarei meu ponto de vista sobre determinados assuntos de Muçum e região. Aqui prevalecerá a opinião do cidadão Ranieri Moriggi, com direito à contestação. Elogios, críticas, apontamentos, denúncias, flagrantes e tudo mais você poderá encontrar aqui neste espaço. Boa leitura!

Diárias na Câmara de Muçum - I 

Passados quase oito meses do início da nova legislatura, os valores em diárias pagos na Câmara de Vereadores de Muçum chegam a R$ 24.422,86. Entre os pagamentos apontados, a maioria está em cursos, seminários e visitas a gabinetes de deputados. Dos nove vereadores, o atual presidente da Casa, Carlos Eduardo Ulmi, o Dudu” (MDB), é o campeão em recebimento de diárias, com R$ 9.597,57 pagos de janeiro a agosto de 2021. Na sequência, o contador da Câmara, Maiquel Poletti, recebeu R$ 8.637,91. Em seguida, a assessora jurídica Camila Moraes Dalmolin, com R$ 3.280,54. Outros vereadores como, Paulo César Belotti, o “Kpela” (MDB) recebeu R$ 2.776,75 e Elton Pezzi (PP), R$ 131,09. Até o fechamento desta coluna, os demais vereadores, Fábio Weber Michelon, Luiz Antonio Basetto e Mauro Cipriani (ambos do MDB), Leonardo Bagnara (PSD), Marcos Antonio Bastiani e Renato Zortéa (ambos do PSDB), não haviam recebido nenhum valor referente às diárias. 

Diárias na Câmara de Muçum – II 

Sugestão: seria bom, que após cada curso, capacitação ou seminário, os participantes dispusessem do Grande Expediente da sessão para expor o que foi aprendido nestes eventos e responder questionamentos da comunidade, da imprensa e dos próprios colegas vereadores sobre o assunto. Receber diárias não é ilegal. Está em lei. Mas é importante saber onde o dinheiro do TEU imposto, amigo leitor, está sendo aplicado. R$ 24.422,86 dividido em oito meses, dá uma média de R$ 3,1 mil gastos todos os meses com diárias em Muçum. Interessante, não? 

Diárias na Câmara de Muçum – III 

No ano passado, se não estou enganado, durante a campanha eleitoral, postagens em redes sociais, envios de mensagens por grupos de WhatsApp, prints, entre outros com a chamada “Rei das Diárias”, minou a cidade. Não que as informações não fossem verdadeiras. Pelo contrário! Estão lá no Portal da Transparência para qualquer um ver e fazer sua análise. Não sei se isso prejudicou alguma candidatura. Mas, neste ano, muitos dos que criticavam as posturas de vereadores da gestão passada não comentam mais. Passou a indignação ou ela é seletiva? 

Diárias na Câmara de Muçum – IV 

A título de comparação: em todo o ano de 2020, a Câmara de Vereadores de Muçum pagou em diárias, o valor total de R$ 23.585,60. Somente nos primeiros oito meses de 2021, este valor já foi superado. 

Eleições 2024 - I 

Mal passamos por um pleito eleitoral e já tem gente pensando nas eleições de 2024. Têm aqueles que passam os quatro anos provocando, debochando e achando que o lado perdedor não vive sem a prefeitura e há do outro lado, o grupo vencedor, onde muitos já pensam em preparar-se para permanecer no poder. Este é o fluxo natural da política no Brasil. E em cidade pequena, a situação fica ainda mais visível. Nas últimas semanas, muito se ouviu sobre uma possível ruptura entre lideranças do MDB muçunense que apoiam o atual prefeito, Mateus Trojan e apoiadores do ex-prefeito Lourival de Seixas. Segundo boatos de rua, Seixas estaria preparando a fundação de um novo partido na cidade. No entanto, tal comentário acabou sendo desmentido pelo ex-prefeito e publicado no facebook do meu amigo Juremir Versetti, proprietário do Jornal Antena. 

Eleições 2024 – II 

Conforme o ex-prefeito Lourival, Trojan é o candidato natural à reeleição daqui quatro anos. "O MDB está mais unido do que nunca! Isto são boatos de pessoas que querem jogar uns contra os outros, são pessoas de outros partidos. O Mateus é o nosso candidato natural e terá o meu apoio novamente”, disse Seixas. Vamos esperar para ver os próximos capítulos.

Turismo - I 

Muito se fala em incentivar o turismo. Que ele será o propulsor econômico do Vale do Taquari nos próximos anos. Porém, atitudes simples e básicas devem ser colocadas em prática muito antes de querer elaborar planos mirabolantes. Por exemplo: deixar as portas da Igreja Matriz de Muçum abertas durante o dia já seria um ótimo passo. Mesmo tendo sua estrutura original derrubada, sem a reprodução das pinturas antigas, colocação de refletores de ginásio de esportes e totalmente descaracterizada de sua construção original, ainda é um dos principais pontos turísticos da cidade. Além do mais, sempre tem alguém que busca o ambiente da igreja para meditar ou refletir. Em outras cidades é assim. Não entendo porque em Muçum é diferente. Na verdade, na paróquia local, tudo é mais complicado e diferente de fazer há muitos anos, infelizmente. Prova disso é o esvaziamento dos eventos e a ausência de novas lideranças na Matriz, nos bairros e no interior. 

Turismo – II 

Isto é apenas um dos pontos que devem, na minha humilde opinião, ser colocados em prática, independente de quem está a frente neste setor. Turismo e Cultura, por exemplo, precisam ser praticados diariamente. Não apenas em datas comemorativas e eventos. Criatividade e dinamismo são duas características primordiais para a área. Clanir Fantin Pires é uma das poucas referências que conheço (e que deveriam servir de exemplo), quando se fala em trabalhar pelo turismo e cultura. Ela movia “mundos e fundos” e fazia acontecer. Pena que foi descartada sem a mínima consideração há alguns anos. 

Turismo – III 

Trem dos Vales, Cristo Protetor, Rotas Gastronômicas: a partir de 2022, viveremos novos tempos no Vale do Taquari. Disso eu não tenho dúvidas! E fico empolgado com a possibilidade de retornar à minha região, seja para trabalhar ou turistar. Mas a pergunta é: além de Encantado, as outras cidades do entorno (Muçum, Roca Sales, Dr. Ricardo, Vespasiano Corrêa) já estão se preparando para absorver todo o público que virá para cá, seja para visitar a estátua ou andar pelos trilhos? Quando falo em cidades, não me reporto apenas às prefeituras, falo dos empreendedores, da iniciativa privada. Quais os projetos já encaminhados? Temos algum? Ou vamos esperar tudo acontecer para depois empurrar com a barriga? É óbvio que Encantado não vai conseguir comportar tudo. Eles mesmos sabem disso! Quem virá para cá vai buscar qualidade, bom atendimento e, certamente, boa acolhida. Pensem nisso.

Eventos 

Por falar em eventos... Tudo bem que estamos em plena pandemia, onde não é possível aglomerar, nem com a realização de grandes shows e atividades. Mas, será que a situação está tão difícil (de dinheiro ou de criatividade), para organizar algumas ações, com o intuito de “amenizar” essa situação louca que estamos vivendo. Mesmo sendo uma cidade pequena, Muçum tem condições de fazer algo. Posso até dar dicas (só me procurar)! Não dá pra ficar o tempo todo jogando a culpa no vírus. 

Tradicionalismo - I 

Total falta de noção de quem está promovendo a Semana Farroupilha no município de Encantado. O evento foi confirmado e conta com apoio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) e será realizado com a presença de público. Vinte e cinco barracas vão estar sendo construídas nos próximos dias. Variante Delta, incertezas, segunda dose da vacinação a passos de tartaruga, terceira dose vindo aí e o pessoal vai seguir as regras de distanciamento. Ahan! Como diz aquele ditado: “Sonha que a Pepsi paga”. E assim segue o baile. 

Tradicionalismo – II 

Parabenizo a Administração de Muçum pela sábia decisão em não realizar a Semana Farroupilha neste ano. Assim como no ano passado, o coronavírus ainda impede de nos aglomerarmos em grandes públicos. Para que a data não passe em branco, sugiro que pensem, com antecedência, em realizar algo. Vou ajudar com ideias: uma tertúlia virtual, ou drive-thru campeiro com a distribuição de carreteiro, ou algo do gênero. Só não podemos deixar, mais uma vez, passar em branco o 20 de setembro. Ideias existem. Basta colocá-las em prática. 

Pintura asfáltica em Muçum 

Prefeito Mateus e secretário Lauro: qual a possibilidade de iniciar com a pintura das faixas e a colocação de sinalizadores nos locais onde há asfaltamento em Muçum? Vou citar um exemplo: Bairro Fátima, onde o pessoal utiliza o trecho para corridas e caminhadas, está, no mínimo, há uns quatro anos aguardando um cuidado especial neste sentido. Falo com propriedade, mesmo não residindo mais aí. Todas as vezes que passo os finais de semana em Muçum e vou correr pelo asfalto, vejo esta situação. Além do mais, se queremos ser uma cidade que investe em turismo, precisamos começar do básico. Sinalização das ruas do Centro também carecem de tal pintura e atenção. 

Por hoje é só. Semana que vem tem mais! Aguardo sua participação nos comentários. Forte abraço.


Fotos: Eduardo Viero / Luís Gustavo Betinelli / Reprodução Facebook / Divulgação

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