10 Feb

Em Muçum, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), 217 pessoas não retornam à unidade de vacinação para receber a segunda dose do imunizante; número representa quase 6% do público total já vacinado, com pelo menos, uma dose

O número de gaúchos que estão com alguma dose de vacina contra a covid-19 atrasada passa de três milhões, conforme apontam os dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SN-PNI), do Ministério da Saúde. A informação foi divulgada na quarta-feira, 9 de fevereiro, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Completar o esquema vacinal é necessário para evitar possíveis agravamentos, caso a pessoa contraia o coronavírus nesse período. Somente entre dezembro e janeiro passado, 68% das hospitalizações e 70% das mortes pela doença foram de pessoas que não estavam totalmente imunizadas ou com alguma dose em atraso.

Os números acendem o alerta dos órgãos de saúde do Rio Grande do Sul, já que há doses em estoques suficientes para garantir a imunização das pessoas. Para se ter uma ideia, somente para a segunda dose, mais de 786 mil pessoas não retornaram às unidades vacinadoras para receber a aplicação. Desse total, 42 mil têm 60 anos ou mais, e são consideradas as com maior risco para desenvolver casos graves e ir a óbito. Caso estas tivessem cumprido o esquema vacinal, a população total do Rio Grande do Sul com esquema completo passaria dos atuais 73% para 80%. Atualmente, nove milhões de gaúchos receberam a primeira dose até o momento.

Em Muçum, conforme a SES, quase 217 pessoas estão com a segunda dose atrasadas. O número representa 5,47% do total de pessoas que receberam a primeira dose desses imunizantes, que é de 3.964. Já para aqueles que poderiam comparecer às unidades vacinadoras e receber a chamada dose de reforço, o número de atrasados chega a 1.076. 

Os números são diferentes daqueles apresentados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), nesta quinta-feira, 10. Das 3.964 pessoas que receberam a primeira dose, 3.941 já completaram o esquema vacinal, ou seja, apenas 23 não receberam a segunda dose. A diferença nos dados pode ocorrer em razão da inserção de informações no sistema, já que todo o procedimento, muitas vezes, é realizado manualmente, por um profissional da equipe de saúde do município.

Aumento nos riscos de óbitos

Um levantamento do Cevs divulgado na semana passada constatou a redução nas chances de óbito das pessoas vacinadas em comparação com as demais, principalmente nos idosos. O risco de morte para quem tem 60 anos ou mais foi 21 vezes maior para aquelas pessoas sem nenhuma dose recebida em relação às pessoas com esquema completo mais dose de reforço.

Nesta mesma faixa etária, usando como referência as pessoas com o reforço recebido, quem fez apenas uma dose tem quase cinco vezes mais risco de morte. Nas situações nas quais a pessoa tinha esquema completo sem o reforço, as chances de óbitos foram o dobre quando analisadas com que tinha essa terceira dose. 

 

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