14 Jun

Uma nota, divulgada pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) afirma que a proposta do governo federal de propor um teto máximo de 17% para Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos combustíveis, aprovada na segunda-feira, 13, no Senado Federal, não deverá resolver o problema do preço dos produtos nos postos. 

Eles afirmam ainda que é impossível prever reduções nos preços do óleo diesel. "Qualquer porcentual, de qualquer tributo, que se anuncie retirar do preço de combustível será ineficaz para sua efetiva redução", afirmou o presidente da Abrava, Wallace Lnadim, conhecido como Chorão. Ele segue dizendo que a redução será temporária e que dure, no máximo, três meses. "Sendo que isso, ainda dependerá da frequência de aumentos promovidos pela Petrobras, que está atrelado ao mercado internacional", disse.

Segundo a entidade, apesar da possível redução, com os constantes aumentos nos preços dos combustíveis, a medida não surtirá efeito prolongado. "Dois ou três aumentos consumirão toda redução que se pretende fazer por meio dos tributos, correndo o risco de os litros desses combustíveis ficarem ainda mais caros do que é hoje, em pouco tempo, mesmo considerando as cargas tributárias atuais", afirma Chorão. 

Além da contrariedade ao projeto, Chorão teceu críticas ao presidente Jair Bolsonaro, de quem foi apoiador nas eleições de 2018. Ele condenou a atuação do governo na gestão da Petrobras e a falta de soluções rápidas para minimizar os efeitos da crise. "A grande falha do governo Bolsonaro foi não ter reestruturado a Petrobras e suas operações no início do governo, de não ter dado início a mudanças estruturantes na empresa. O governo se acomodou e por ironia do destino o ministro apelidado de posto Ipiranga, que deveria resolver esse problema, é o grande culpado deste caos, e hoje chegamos nesse ponto crítico, sendo que ainda temos sérios riscos de falta de diesel", observa.

Por fim, mais uma vez, a associação não descartou uma nova paralisação da categoria. "Mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, sem a garantia que o caminhoneiro autônomo tenha suas despesas de viagem integralmente ressarcidas, a categoria vai parar. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve, é o mais provável e não demora muito", concluiu Chorão na nota.

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