31 Dec
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Morreu neste sábado, 31, aos 95 anos de idade, Bento XVI, Papa Emérito. O comunicado foi emitido pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Bento morreu às 9h34 (hora local, 5h34 em Brasília). “Com pesar informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34, no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano. Assim que possível, serão enviadas novas informações”.

Na quarta-feira, 28, o Papa Francisco havia pedido orações por Bento, dizendo que ele estava “muito doente”, “pedindo ao Senhor que o console e o sustente neste testemunho de amor à Igreja até o fim”.

Foram 95 anos de vida, os últimos nove vividos contemplando os jardins do mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde ele morava desde que renunciou ao papado em 2013. Um período vivido em retiro e oração.

Em 2014, um ano após a renúncia, o então porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, descreveu que Bento levava uma vida discreta, sem dimensão pública, o que não significava uma vida isolada. Ele realizava, nessa época, atividades normais de uma pessoa idosa religiosa, com uma rotina de oração, leitura, diálogo e encontro com as pessoas próximas, como o Papa Francisco, que lhe visitou em várias ocasiões.

Uma rara saída de sua residência foi em 2020, quando Bento XVI foi a Regensburg, na Alemanha, visitar seu  irmão Georg Ratzinger, de 96 anos, que estava doente. Ele viajou no dia 18 de junho e Georg faleceu no dia 1º de julho do mesmo ano. 

Trajetória

Joseph Ratzinger foi eleito bispo de Roma no dia 19 de abril de 2005, após a morte do então Papa João Paulo II, hoje santo da Igreja. “Sou um humilde operário da vinha do Senhor” foram suas primeiras palavras como Papa.

No mesmo ano de sua eleição, em agosto, presidiu a 20ª Jornada Mundial da Juventude em Colônia, na Alemanha. Foi a primeira viagem pontifícia a seu país natal.

Em 2007, foi a vez de visitar o Brasil. Bento veio por ocasião da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe. Visitou as cidades de São Paulo, Aparecida e Guaratinguetá. Nesta viagem, presidiu a canonização de Frei Galvão, primeiro santo brasileiro.

Em seu pontificado, convocou cinco Sínodos de Bispos, um Ano Paulino, um Ano Sacerdotal e um Ano da Fé. Criou 90 cardeais e canonizou 44 santos.

Entre o legado que deixou, está sua contribuição teológica. Foram três encíclicas – “Deus caritas est”, “Spe salvi”, “Caritas in Veritate” – que mostram o perfeito conhecimento de todos os problemas da realidade mundial a partir do homem, procurando salvar os verdadeiros valores da humanidade.

Também terminou e lançou em seu pontificado a trilogia “Jesus de Nazaré”, que conta a vida pública de Cristo, os momentos que precederam sua morte e ressurreição e a infância de Jesus. 

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