17 Sep

Assim como em  outras pesquisas, os resultados ressaltam a importância de estar com o esquema vacinal completo, ou seja, com as duas doses, uma vez que somente assim, a proteção aumenta e reduz as complicações, caso alguém seja infectado  

Mais um estudo comprovou que as vacinas contra a covid-19, CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer são eficazes no combate da doença, principalmente na redução de casos graves e óbitos provocados por complicações do vírus no Brasil. A informação foi divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta sexta-feira, 17, após levantamento realizado com dados de 17 de janeiro a 19 de julho deste ano. Assim como em outras pesquisas, os resultados ressaltam a importância de estar com o esquema vacinal completo, ou seja, com as duas doses, uma vez que somente assim, a proteção aumenta e reduz as complicações, caso alguém seja infectado. 

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores utilizaram informações do Plano Nacional de Imunizações (PNI) do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, ambos ligados ao Ministério da Saúde, com base em 66 milhões de registros, abrangendo doses de vacinas contra a covid-19 aplicadas e casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. 

De acordo com os estudos, a vacina AstraZeneca apontou efetividade contra óbitos que pode chegar a 97,9% em pessoas com 20 a 39 anos, 90,4% para a população de 40 a 59 anos, 84,6% para pacientes com mais mais de 80 anos. Acima dessa faixa etária, a efetividade cai para 66,7%. 

Com o imunizante CoronaVac, a efetividade contra mortes por covid-19 foi de 82,7% na população de 40 a 59 anos e de 45% na população com mais de 80 anos. Nos casos graves, tendo as duas doses aplicadas, a efetividade da vacina chega a 60,8% entre idosos de 60 a 79 anos, mas cai para 29,6% em pessoas com mais de 80 anos. 

As informações da Pfizer não puderam ser divulgadas, uma vez que as primeiras doses do imunizante começaram a ser aplicadas em maio, tendo como intervalo entre a primeira e segunda doses de 12 semanas. Em razão disso e pelo baixo número de segundas doses aplicados no período estudado (até julho), a efetividade do esquema vacinal completo da Pfizer não foi avaliada separadamente.

População precisa estar imunizada

Segundo a pesquisa, a efetividade da primeira dose desse imunizante contra mortes chegou a 89% nas faixas etárias de 40 a 59 anos e, de 60 a 79 anos foi de cerca de 81%. Entre os mais jovens, a efetividade atingiu 86,1% contra mortes e 64,7% contra casos graves. 

O estudo também produziu uma análise de efetividade do plano de imunização como um todo, incluindo as três vacinas. Nesse caso, a efetividade dos esquemas vacinais completos contra mortes é de 51,4% nos idosos com mais de 80 anos, de 71,8% na faixa etária de 60 a 79 anos, e de 84,5% para a população de 40 a 59 anos. Esses percentuais caem para 35,9%, 61% e 73,6% na efetividade contra casos graves. 

Foto: Geovana Albuquerque / Agência Saúde 

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