21 Nov

A Polícia Federal pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prisão do padre Robson de Oliveira, conhecido por dirigir o santuário do Divino Pai Eterno. Ele é suspeito de desviar dinheiro da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), em Trindade, no estado de Goiás. As investigações haviam sido suspensas pela Justiça.

O religioso, que ficou conhecido nacionalmente por meio de programas de televisão, sempre negou as acusações. A defesa do religioso informou que os fatos apontados pela Polícia Federal, pedindo sua prisão, são antigos e não justificariam o pedido.

A investigação contra o padre começou quando ele ainda era reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. Ele teria criado associações para desviar mais de R$ 100 milhões em doações de fiéis para comprar fazendas, casa na praia e até um avião, segundo o Ministério Público. 

No trabalho do Ministério Público, ao decorrer das investigações, foram encontrados áudios que mostravam conversas do padre e dois advogados sobre um suposto pagamento de propina de R$ 1,5 milhão a desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás para receber uma decisão favorável em um processo envolvendo uma fazenda comprada pela Afipe.

O caso está com o ministro-relator Benedito Gonçalves, que até o momento não decidiu ainda se vai acolher o pedido. 

Segundo o Ministério Público de Goiás, o prejuízo para a associação ultrapassou os R$ 100 milhões. O valor deveria ser destinado para a construção da nova basílica, que ainda está em fase inicial das obras.

Foto: Afipe / Divulgação 

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