13 Dec

Medida entrou em vigor na sexta-feira, 10, e estabelece punição para quem for pego descumprindo a determinação

A escassez de água provocada pela forte seca que assola o Rio Grande do Sul fez com que mais um município publicasse novas determinações quanto ao consumo consciente de água. Depois de Anta Gorda, foi a vez de Vespasiano Corrêa proibir o desperdício de água em serviços não considerados domésticos e para higiene. A medida passou a vigorar na sexta-feira, 10, após publicação de decreto pelo prefeito Tiago Manoel Michelon. 

De acordo com a determinação, o racionamento de água visa minimizar a situação provocada pelas baixas reservas de água em poços, córregos e reservatórios. Além disso, conforme a prefeitura, para minimizar a crise hídrica, o município já estaria realizando o transporte de água potável em algumas localidades do interior desde janeiro passado. 

Segundo o decreto, quem for flagrado desperdiçando água para outras demandas como, por exemplo, lavagem de veículos automotores de qualquer espécie, com o uso de água potável distribuída pela rede pública, irrigação de gramados, jardins, hortas e floreiras, bem como qualquer outro uso de água tratada, que possa significar o uso não prioritário, reposição total ou troca de água de piscinas e lavagem de calçadas de prédios comerciais e industriais, condomínios ou residências será multado em R$ 200. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

Conforme o secretário de Agricultura e Abastecimento, Daniel Gavineski, nos próximos dias, o município deverá decretar estado de calamidade, já que a seca que assola a cidade desde outubro passado já prejudica o desenvolvimento de culturas de verão, como é o caso do milho, soja, pastagens, fumo e da fruticultura. “Temos várias situações que vem se agravando e causam preocupação, o plantio de muitas áreas não foi feito ainda, outras áreas não houve uma germinação regular e as mais adiantadas que estão na fase de enchimento de grão e polinização”, explica. 

De acordo com Gavineski, em alguns casos, as perdas ultrapassam 80% da área plantada. A preocupação também diz respeito aos reservatórios das águas, que necessitam de chuvas de maior volume para serem mantidos. “O nosso município tem muitas criações e a preocupação não é somente com as pessoas, o que já foi assunto o qual tratamos no simpósio sobre as águas na última semana, mas na água do consumo destes na produção de alimentos e na economia dos munícipes também", revela.

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