28 Jan

Após ter seu quadro agravado e transferido para um leito de UTI, Alexandre Ribeiro da Silva celebra a cura e a vida

Em um leito clínico no Hospital Beneficente Nossa Senhora Aparecida, em Muçum, o frentista Alexandre Ribeiro da Silva, de 51 anos, mesmo com dificuldades para respirar em decorrência das complicações provocadas pela covid-19, está aliviado. Afinal, após um longo período internado em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o esposo de Sandra e pai de Letícia e Emanuelli, recebeu alta do Hospital Beneficente Santa Terezinha e foi transferido para continuar o tratamento mais próximo da família. Mesmo com as dificuldades para vencer a batalha, Alexandre seguiu firme e, agora, recuperado, agradece a nova chance que, segundo ele, vem de Deus.

A batalha começou no dia 10 de janeiro, após receber o resultado do exame que confirmava a infecção. De imediato, a família não ficou preocupada com a situação pois Silva havia completado o esquema vacinal com as duas doses do imunizante. Já a dose de reforço, ainda não havia sido feita. “Assim que veio a notícia, ele foi consultar com o doutor Maurício e já iniciou o tratamento”, revela a esposa Sandra Marques da Silva. Ela conta que os principais sintomas foram a febre e tosse. Quando os sintomas se agravaram, Silva foi imediatamente ao hospital em Muçum. Durante a consulta, a médica responsável orientou que ele permanecesse na instituição e que a esposa fosse até uma farmácia comprar uma bombinha para auxiliar na respiração, já que o quadro havia se agravado. “Quando eu voltei ao hospital, a doutora me informou que o Samu estava vindo para levá-lo direto à UTI. Eu fiquei em choque. Não sabia o que fazer”, conta. De acordo com Sandra, Silva tem hipertensão e diabetes, ambas controladas por medicação.


Sandra lembra do momento em que contou ao marido que ele seria transferido para outro hospital. “Ele já estava com dificuldade para falar, mas eu me recordo que ele disse que não queria ser entubado. A única coisa que ele tinha medo era disso”, pontua. E, mesmo com o agravamento de seu estado de saúde, a equipe médica manteve Alexandre consciente e sem a necessidade de realizar o procedimento.

Nos momentos em que Silva ficou internado na UTI em Encantado, Sandra conta que a ansiedade tomava conta sempre no horário em que a equipe médica contatava a família para informar sobre a evolução do quadro clínico do paciente. “O meu medo era de receber sempre uma informação negativa sobre o estado do Alexandre. Mas, graças a Deus, o doutor Roberto Ritter nos dava esperanças em cada ligação”, lembra.

Mesmo deixando nas mãos da ciência e da medicina, a fé também foi essencial para manter a família unida e perseverante pela recuperação de Silva. “A fé foi essencial. Ela move montanhas. Nós, os amigos, enfim, todas pessoas que nos conheciam estiveram conosco em uma corrente de oração”, afirma.

Questionado sobre o momento em que recebeu a notícia de que estava curado, Silva não esconde a emoção. “Foi maravilhoso. Saber que eu estava bem e que poderia voltar para perto da minha família. Foi um alívio”, ressalta.

Agora, recuperado, ele quer descansar e aproveitar ainda mais a família. “Não tive tempo de pensar em projetos futuros”, disse.


Após ter passado por toda a situação que o coronavírus impõe, a família fala da importância em cumprir as medidas de isolamento quando se está positivado para a doença. “Não saiam de casa. Cumpram com o prazo de quarentena”, ressalta Sandra. “Assim que surgirem os primeiros sintomas, busquem apoio médico. Não esperem o quadro se agravar. Até que a situação não chega na gente, nós não temos a mínima noção de como vai ser. Por isso, precisamos ter fé, senão, nada vai dar certo”, finaliza Sandra.

 

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